Credo quia absurdum est

Notei que muita gente tem acessado o blog procurando no Google informações a respeito da frase "Credo quia absurdum est". Pois bem, num ato de extrema bondade, vou fazer um postzinho explicando para os eventuais pára-quedistas tudo que sabia (e também o que passei a saber graças ao santo Google) sobre ela.
A frase também pode ser grafada como "Credo quia absurdum", via elipse, e significa literalmente "Creio porque é absurdo".
Sua origem é baseada em um texto de Tertúlio, tambem conhecido como Quintus Septimius Florens Tertullianus, um autor cristão dos anos 100-200 D.I.C. (Depois da Invenção de Cristo).
Sua citação original é:
"Natus est dei filius; non pudet, quia pudendum est: et mortuus est dei filius; prorsus credibile est, quia ineptum est: et sepultus resurrexit; certum est, quia impossibile."
Ou, em bom Português:
"O filho de deus nasceu: não há vergonha, porque é vergonhoso. E o filho de deus morreu: é totalmente crível, porque é ridículo. E, enterrado, ele ergueu-se novamente: é certo, porque é impossível." (tradução livre)
A frase em questão, contudo, permanece apócrifa, ou seja, em vernáculo policial-dando-entrevista é de origem incerta e não sabida. Provável obra de algum cristão analfabeto que - as usual - leu (?) os textos de outro cristão semi-alfabetizado-porém-mais-bem-adestrado, não entendeu nada e saiu papagaiando.
Em última análise, o que temos dessa frase? "Credo quia absurdum est". Creio porque é absurdo. Minha humilíssima opinião é que isso sintetiza perfeitamente o fenômeno religioso como um todo - não só o cristão.
Credo quia absurdum est. Creio porque é absurdo. Vamos à simples definição:
absurdo
O que leva alguém a crer no absurdo? Simples. A eterna necessidade humana de se mostrar superior a seus pares. Através da crença no disparate, na tolice, no contra-senso lógico, o infeliz em questão atinge a sensação de ser mais forte, mais tenaz, mais apto às 70 virgens ou seja lá qual for a recompensa da vez.
Orgulhar-se do absurdo, porém, não é algo natural do ser humano. É algo aprendido, martelado infinitamente desde a mais tenra infância nos cérebros de alguns por pais e mães condicionados e/ou por pastores, padres, rabis durante seus catequismos.
Com o tempo a crença no absurdo penetra no cérebro, torna-o mais fraco e vulnerável. Torna-o, sobretudo, faminto por novos absurdos.
Não é de se espantar que países mais pobres e carentes de educação laica apresentem os maiores índices de corrupção, nepotismo, oligarquização.
Não e à toa que tais países apresentem os maiores índices de criminalidade, de gravidez adolescente, de guerras (civis, inclusive), de contaminação por DSTs, de uso irresponsável de drogas.
Este mundo é triste.
E se a idéia é crer no absurdo, por que não unicórnios?
"Credo quia absurdum est"
A frase também pode ser grafada como "Credo quia absurdum", via elipse, e significa literalmente "Creio porque é absurdo".
Sua origem é baseada em um texto de Tertúlio, tambem conhecido como Quintus Septimius Florens Tertullianus, um autor cristão dos anos 100-200 D.I.C. (Depois da Invenção de Cristo).
Sua citação original é:
"Natus est dei filius; non pudet, quia pudendum est: et mortuus est dei filius; prorsus credibile est, quia ineptum est: et sepultus resurrexit; certum est, quia impossibile."
Ou, em bom Português:
"O filho de deus nasceu: não há vergonha, porque é vergonhoso. E o filho de deus morreu: é totalmente crível, porque é ridículo. E, enterrado, ele ergueu-se novamente: é certo, porque é impossível." (tradução livre)
A frase em questão, contudo, permanece apócrifa, ou seja, em vernáculo policial-dando-entrevista é de origem incerta e não sabida. Provável obra de algum cristão analfabeto que - as usual - leu (?) os textos de outro cristão semi-alfabetizado-porém-mais-bem-adestrado, não entendeu nada e saiu papagaiando.
Em última análise, o que temos dessa frase? "Credo quia absurdum est". Creio porque é absurdo. Minha humilíssima opinião é que isso sintetiza perfeitamente o fenômeno religioso como um todo - não só o cristão.
Credo quia absurdum est. Creio porque é absurdo. Vamos à simples definição:
absurdo
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do Lat. absurdu
s. m.,contra-senso, disparate, dislate, tolice, paradoxo;
adj.,contrário à razão, ao senso comum;ilógico, contraditório, paradoxal.
O que leva alguém a crer no absurdo? Simples. A eterna necessidade humana de se mostrar superior a seus pares. Através da crença no disparate, na tolice, no contra-senso lógico, o infeliz em questão atinge a sensação de ser mais forte, mais tenaz, mais apto às 70 virgens ou seja lá qual for a recompensa da vez.
Orgulhar-se do absurdo, porém, não é algo natural do ser humano. É algo aprendido, martelado infinitamente desde a mais tenra infância nos cérebros de alguns por pais e mães condicionados e/ou por pastores, padres, rabis durante seus catequismos.
Com o tempo a crença no absurdo penetra no cérebro, torna-o mais fraco e vulnerável. Torna-o, sobretudo, faminto por novos absurdos.
Não é de se espantar que países mais pobres e carentes de educação laica apresentem os maiores índices de corrupção, nepotismo, oligarquização.
Não e à toa que tais países apresentem os maiores índices de criminalidade, de gravidez adolescente, de guerras (civis, inclusive), de contaminação por DSTs, de uso irresponsável de drogas.
Este mundo é triste.
E se a idéia é crer no absurdo, por que não unicórnios?



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