quarta-feira, 14 de março de 2007

contraria contrariis curantur



O que diabos é Homeopatia? Provavelmente sua tia, sua avó, seu melhor amigo ou você mesmo já experimentaram. Na verdade, milhões de pessoas pelo mundo afora utilizam-se desse método. Mas, pergunto eu, você já parou para interrogar-se sobre o que contém aquele meigo comprimidinho branco ou a gotinha transparente?
O titio Hexen vai explicar pra vocês...
Antes de mais nada, quem "descobriu" (inventou!) a Homeopatia foi um médico alemão chamado Christian Friedrich Samuel Hahnemann. Ele viveu lá pelos anos 1700 e poucos e, obviamente, assistia os resultados da Medicina da época.
Transtornado pela ineficiência do tratamento que incluía - mas não se restringia - a sangrias, sanguessugas, lancetagens, trepanações e emplastros de estrume, deciciu "pesquisar" (inventar!) um novo tipo de tratamento médico. Oras, levando em conta que a maioria dos pacientes morria por conta do próprio tratamento, quase qualquer coisa que Hahnemann "descobrisse" (inventasse!), produziria menos malefício.
Com isto em mente, vamos ver quais são os princípios envolvidos em sua terapia:

Primeiro Princípio - Para encontrar uma cura, alguém deve procurar por uma substância que cause os sintomas que se procura curar!

Em suma, vem daí a idéia de que semelhante cura semelhante. Procura-se, portanto, administrar a pessoas saudáveis substâncias não-testadas e anotar os resultados obtidos. O que aconteceu? Os homeopatas primevos começaram a perceber que algumas dessas substâncias eram venenosas e começaram a diluí-las. Isso levou ao fantástico segundo princípio da Homeopatia:

Segundo Princípio - Quanto mais você dilui uma substância, mais eficaz ela se torna!

O método usado pelos homeopatas é a diluição seriada. Você pega 1 ml de uma solução e a dilui em 99 ml de água pura (ou seu solvente preferido - recomendo Cognac). Agita-se tal mistura muitas vezes, a fim de "transferir as propriedades da substância para o solvente". Isso feito você tem uma solução chamada de 1C.
Se lembrarmos, contudo, de que "quanto mais diluído, mais eficaz", certamente sabemos que os homeopatas não páram por aí. Eles repetem esse processo "n" vezes, sempre pegando a mesma quantidade da substância e a diluindo em 100 partes. Dessa forma, conseguimos remédios 2C, 3C, 10C, 15C...
Os remédios tradicionalmente vendidos tem diluições em torno de 30C a 50C.
Apenas para ilustrar, uma diluição de 2C corresponde a apenas uma parte em 10.000. Com 6C temos um para um bilhão. Isso equivale a uma gota em 20 piscinas olímpicas. Quando chegamos a 12C estamos falando de uma gota no Oceano Atlântico.
O pior de tudo é que os homeopatas têm a desfaçatez de fazer diluições de 1500C. Apenas para tornar possível (será?) o entendimento, isso é o equivalente a pegar um grão de arroz, esmagá-lo em uma colher de chá e dissolver esse pó em uma esfera de água do tamanho do sistema solar. Ah! Esqueci! Repita esse processo dois bilhões de vezes!!!
Chega a ser risível.
Todas, repito, TODAS as tentativas de provar a Homeopatia cientificamente resultaram em total fracasso... Com tanta "potência" em suas diluições de 1500C seria de esperar algo diferente...
Em suma, tomar remédios homeopáticos é algo muito parecido com esfregar óleo de cobra em seu corpo, pendurar uma figa atrás da porta ou bater na madeira.
Simplesmente não funciona.
Quem achar o contrário, sinta-se à vontade para compartilhar sua experiência nos comentários desse post...

1 Comentários:

Blogger Fredgie disse...

Querido Martelão,

não vamos entrar em trâmites químicos ou biológicos: vejamos a questão da homeopatia sob o prisma da lógica e do bom senso. Fazer remédios com folhinhas e raízes moídas é o que pretendem esses apotecários em detrimento da alopatia - a panacea ocidental, que cria, sintetiza e amplifica drogas em laboratório. Querem fazer-nos crer que 'as plantas curam'. Será?

Vamos lembrar que em tempos imemoriáveis, como no Egypto ou na Grécia antigos, não havia bicos de Bunsen, curetas, pipetas, frascos de Becker ou placas de Petri. Não havia laboratórios, portanto - nem (por extensão) alopatia.

Conforme evoluiam a humanidade e a química, passou a ser possível sintetizar substâncias com finalidades específicas, que agem melhor e em menor dose se comparadas à substâncias naturais. Criaram, logo, a alopatia, e eis que eu pergunto - isso teria ocorrido se as plantas, de fato, curassem?

Alguém aí conhece algum anti-retroviral extraído, sei lá, da samambaia???

15 de março de 2007 20:58  

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